Lembranças...
"Aizawa Mayuka, eu tinha 5 anos, estava prestes a fazer 6 justamente um mês depois, era na primavera, dia 20 de outubro, eu estava com a minha mãe (Aizawa Teruko), não me lembro onde estávamos indo, porem me lembro muito bem o porque da gente ter ido viajar novamente- pelo menos aquela viajem foi a ultima que tivemos-. Minha mãe e meu pai (Iwazaki Yuki) são separados há 3 anos, foi literalmente tudo minha culpa, em partes. Meu pai sempre chegava bêbado em casa, sempre que não dava certo em seu serviço, ia até o bar e bebia até cair, o problema não era esse, sempre que chegava em casa bêbado, sempre, batia na minha mãe -dessa parte não me lembro de muitos detalhes- eu ficava apenas chorando. Um dia meu pai chegou em casa, bêbado pra variar, só que ele se irritou com o meu choro e ameaçou a me apostar em poker...Minha mãe ficou assustada e quis o divorcio, e eles separaram finalmente. Como eles moravam na mesma cidade, era todo dia uma briga que saia quando se encontravam, como meu pai não havia mais nada pra apostar nos jogos dele, acabou me apostando para um dono de boate, e ele havia perdido...
O meu pai só avisou minha mãe quando eu já havia completado 5 anos, então ele foi atrás dela em todas as vezes que ela viajava para me proteger, por esse motivo, a gente tava naquele ônibus, frio e lotado.
E assim seguiu a viagem inteira de 40 minutos, que parecia durar mais do que 2 horas, até que uma mulher , aparentemente jovem de mais ou menos uns 24 anos levantar, ela me encarou, na verdade ela simplesmente me olhou, então eu a encarei sem querer, quando dei por mim eu timidamente abaixei a cabeça com vergonha, ela deu o lugar para uma senhora que estava em pé, a "viagem" era longa, ninguém desceu, parecendo que todos estávamos indo ao mesmo destino, depois de uns 15 minutos a tal mulher que me encarava puxou a corda para descer no próximo ponto. Eu estava novamente olhando inconscientemente, quando percebi que ela olhava também, imediatamente abaixei minha cabeça, mas dessa vez fiquei olhando de canto, ela ao perceber a minha reação deu um sorriso e colocou as mãos em minha cabeça bagunçando levemente o meu cabelo, de algum modo isso me confortou e logo meu medo sumiu, só por um instante.
Logo após ela descer minha mãe levantou e puxou a corda para descermos também, enfim chegamos, a cidade de Nagato, que parecia mais um vilarejo de tão pequena era..."
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