"Tengoku no Michi"

Tengoku no Michi, em japones significa um caminho para o ceu, nesta fan fic, vou falar sobre uma garota que passou por muitos apuros, e continua, só que com algumas diferenças, ela descobre o mundo dela, com pessoas diferentes, e situações diferentes, e ainda vai sofrer muito...
Esta história é uma história muito triste...muito triste mesmo.

28 de junho de 2011

Continuação- (parte final)

..Passaram 2 anos assim, encontrando todo dia, aliviando a dor que ambos sentiam, mas um dia Tsubaki chegou na floresta triste, e perguntei pra ele o que havia acontecido, ele me disse que tinha que ir viajar, para muito longe, e que não sabia quando voltava, fiquei triste, mesmo assim não demonstrei e falei pra ele.

Mayuka: - Hum, que legal! É sua chance de sair daqui, que bom néh!! - E dei um sorriso forçado. Mas logo ele percebeu a minha verdadeira emoção.
Tsubaki: - Não quer mais a minha companhia? Não precisa de mim? Eu realmente queria sair daqui, mas agora que eu conheci você Mayuka, gostaria de viver aqui pra sempre. Junto com você.- Fiquei vermelha na hora, e também comecei a chorar.
Mayuka: - O que você está falando, eu não preciso de você...Eu tenho Mariko-san pra me proteger do meu pai. Você é um fraco mesmo, nem iria aguentar com ele. Eu não preciso de você Tsubaki!!!
Tsubaki: - Mentirosa. Precisa de mim como eu preciso da sua amizade. Mas se é o que você quer, então eu vou ir embora. - E saiu. Fiquei sentada olhando apenas as suas costas viradas para mim indo embora, não virava para trás.
Após aquele dia, fui todo dia na floresta esperar por ele, mas não tinha chance nenhuma, ele não aparecia.
Então eu desisti, não havia mais esperanças em mim, nunca mais apareci naquele local, eu já não tinha com quem contar mais, vivi a minha vida na mentira, fingindo ser uma pessoa forte, até hoje sou assim, e agora tenho 15 anos, pelo menos meu pai não me encontrou. Mas ainda busco vingança, busco pela justiça. Aguardando o momento certo.
A única pessoa com quem posso contar, mesmo assim não contei tudo sobre os meus pais para eles, são  Fubuki e a Sakuya. Até hoje eles foram os únicos que eu pude contar...Após tudo que aconteceu...."


Fim do Flash Back


Eu estava sentada de baixo da árvore onde eu e Tsubaki costumávamos brincar, eu estava pensando em meu passado, de como ele foi triste, e como não pude superar até hoje...

"Grandes momentos vem de pequenas atitudes" - Aizawa Mayuka 

27 de junho de 2011

Continuação- (sexta parte)

"...Apos o acidente, passou meio mês, e fui para escola, conheci Mogawara Fubuki e Nichihiro Sayuka eram as pessoas que mais me dei bem. Em uma tarde estava voltando da escola quando Mariko-san veio correndo em minha direção.

Mariko-san: - Mayuka! Você está bem? - Aquilo me deixou com medo.
Mariko-san: - Aquele acidente com a sua mãe. Na verdade foi proposital.
Mayuka: - O que é proposital, Mariko-san? - Perguntei, eu sabia de alguma forma que não era uma coisa boa.
Mariko-san: - É quando o acidente foi criado por alguma pessoa. - De repente, não sei porque veio a imagem do meu pai na minha cabeça, lembrei do bilhete que ela havia deixado, comecei a ficar com raiva do meu pai. Eu sabia que era ele. O culpado de tudo isso com certeza era o meu pai.
Saí correndo para algum lugar, chorando, larguei tudo, Mariko-san só deu um grito me chamando mas não tinha como escutar, minha mente estava cheia.
Logo perto havia uma floresta pequena entrei nela e deu a um lugar bonito, cheia de flores. Fiquei sentada ali pensando como seria o céu, será que lá é mais bonito do que aqui? Até que levei um susto, uma presença chega atrás de mim.

Um menino: - O que está fazendo aí?  Sentada sozinha.
Mayuka: - Nada.
Um menino: - Ah tá. Desculpa eu te incomodar, mas é que eu gosto de vir aqui também. Quando eu quero fugir.
Mayuka: ...
um menino: - Não vai falar nada?
Mayuka: - Mariko-san me ensinou que não se deve falar com os estranhos.
um menino: - Entendi. Então é fácil. Qual é seu nome?
Mayuka: ...  -Virei a cara sem responder. 
Um menino: - Ah que mal educado eu sou, se quer saber o nome de alguma pessoa, primeiro deve se apresentar primeiro, eu sou Matsuya Tsubaki. Tenho 7 anos. Prazer!!!  E o seu nome? Agora eu falei, então tem que responder. - Deu um sorriso tão simpatico que não tive como não responder.

Mayuka: - Eu sou Aizawa Mayuka...e tenho 6 anos... -  Falei bem baixo. Timidamente, e ele deu risada. Sem querer eu joguei meu chinelo nele, acertou em cheio o rosto. Fiquei vermelha de tanta vergonha.
Mayuka: - Ai meu deus, me desculpa.....Não quis acerta-lo.
Tsubaki: - Háháháhá, não foi nada. - E rolou de tanto dar risada- Você não tem força. Joga o chinelo que nem uma menininha.- Ficou me provocando e corri atrás dele. Quando parei pra pensar eu era uma menininha. Nós dois paramos e deitamos nas flores rindo bem alto. Nunca me senti tão feliz. Mas quando abri os olhos eu vi aquele céu, minha mente ficou vago de novo, só ficava pensando na minha mãe, só entrava a imagem dela. Sentei e diquei chorando. Tsubaki caminhou até mim e me disse.
Tsubaki: - O que foi Mayuka? Não está feliz? Deixa eu limpar sua lágrima. Garotas ficam bonitas com sorriso nos olhos, e não com o brilho das lágrimas.- Me disse limpando meu rosto, logo fiquei vermelha e ele deu um sorriso. De longe eu escutava uma voz familiar me chamando.

Mariko-san: - Mayuka!!! Aonde você está!!!!
Tsubaki: - Ela está te chamando...- Levantei e acenei para ela demonstrando que estava bem. Conforme ela ia chegando ela estava fazendo uma expressão de que *eu conheço esse menino*
Mayuka:- Mariko-san, desculpe, mas eu estava me divertindo tanto que perdi a hora.
Mariko-san: - Tudo bem, mas vamos já que esta tarde e você precisa jantar. - me puxando e me levando pelo braço. - Dá tchau para o seu amigo e vamos. - Ela sorriu dando tchau junto comigo para Tsubaki.
Tsubaki: - Vamos nos encontrar aqui de novo!!! - Gritou
Mayuka: - Tá bom!!! Até amanha!!! - Quando estavamos já de costas Mariko-san pergunta quem era, então eu respondi que era Matsuya Tsubaki. Ela fez uma cara de assustada dizendo.
Mariko-san: - Uma pessoa da família Matsuya? Não tem como ele estar aqui. - Perguntei a ela o por que, então ela me explicou. Ele fazia parte de uma família nobre e rica da cidade, porém mora um pouco mais para o Norte. Eu fiquei feliz por ele ser daquele jeito e não tão esnobe.


Na manhã seguinte fui de novo brincar com ele, e nossa amizade cresceu, nós estavamos felizes, ambos tinha algo para esconder, quando eu perguntava da familia dele ele não me respondia, eu contava tudo pra ele, mas ele insistia em esconder..."

Continuação- (quinta parte)

"... Após pouco tempo, estava sentada no quintal de casa, esperando o telefonema cotidiana da minha mãe, peguei o detergente e um canudo, comecei a brincar de fazer bolinhas de sabão, quando o telefone toca e eu atendi, achando que era a mamãe, para a minha decepção era um policial.

   Policial: - Alô, aqui é da policia, com quem eu falo?
   Mayuka: - É a Mayuka, ãh, gostaria de falar com a Mariko-san???
  Policial: - Aizawa Mayuka? Você é filha de Aizawa Teruko? - Quando ele perguntou isso, meu coração acelerou, tão forte. Mesmo assim tive força para responder.
  Mayuka: - Sim, por que?
  Policial: - Quantos anos você tem? A Mariko-san está? - Os meus olhos se encheram de lágrima e respondi com uma voz meio triste.
  Mayuka: - O que aconteceu, eu tenho 6 anos moço, mas por que sabe sobre minha mãe, ela não vai me ligar hoje? aconteceu alguma coisa com ela? Eu preciso saber, por.....favor.
  Policial: - Deixe eu falar com a pessoa responsável pela casa.
  Mayuka: - Tudo bem, vou chamar Mariko-san. Espera só um pouco.- Corri até a frente da casa e chamei Mariko-san. Ela virou e perguntou o que eu tinha, está com carinha de choro Mayuh-chan, eu falei que o policial estava esperando no telefone, e ela saiu disparadamente para atender.
 Quando ela estava conversando com o moço, ela fazia expressões nada boas, então uma lágrima escorreu em meu rosto dando impulso para o resto da água que tinha em meus olhos cair. Ela terminou de conversar e olhou para mim com uma expressão seria.
  
 Mariko-san: - Mayuh-chan, como vou dizer isso para você? - Ela agachou e colocou a mão em minha cabeça, quando terminou de bagunçar o meu cabelo ela me puxou com uma leve força junto ao seu corpo me abraçando fortemente.
 Mayuka: - Mariko-san, pode falar, eu sou pequena, mas eu vou aguentar, prometo, prometo que não vou chorar, mas pode contar, aconteceu alguma coisa com a minha mãe? Ela foi parar no hospital?

Mariko-san me soltou, me olhou fixadamente e sorriu, ao mesmo tempo que brotou o sorriso no rosto gentil dela uma lágrima escorria fazendo com que as minhas ações se quebrassem. Fiquei um tempo parada colocando a mão no ombro dela, quando eu vi a lágrima escorrendo em seu rosto eu limpei delicadamente com a manga da minha blusa.

 Mariko-san: - Mayuh-chan promete que não vai chorar? - No momento em que ela me disse isso uma lágrima rebelde caiu em meu rosto, limpei rapidamente.
 Mariko-san debochou de mim dizendo

 Mariko-san: - Ai ai, já está chorando?  Sabe, a vida não é fácil e nem é como a gente quer, como eu queria que a sua mãe estivesse aqui para limpar a lagrima que corre em seu rosto. Mas parece que pegou fogo na casa dela.
 Mayuka: - Mariko-san, e o que aconteceu com ela?
 Mariko-san: - Olha, a sua mãe estava dentro da casa e não deu tempo dela sair e faleceu. -  Eu a interrompi dizendo.
 Mayuka: - O que é falecer?- Mais uma vez Mariko-san começou a chorar.
 Mariko-san: - Falecer? É ir para o céu, quando a gente morre, nos vamos para um lugar bonito, cheia de anjos. Eu aposto que sua mãe está feliz agora, lá no céu.

Comecei a chorar sem fim, entre soluços eu comecei a dizer.
Mayuka: - Mariko-san, então se eu morrer, posso ir visitar a mamãe? - Mariko-san fica assustada e ao mesmo tempo triste.
Mariko-san: - Mas você vai me deixar sozinha? - Ela chorava junto comigo.
Mayuka: - Não, eu queria que Mariko-san também viesse junto, porque ela não pode voltar pra cá, mas a gente pode ir para lá, eu queria ver, queria ver a minha mãe. - Chorando sem parar.
 Mariko-san: - Mas Mayuh-chan, sua mãe está torcendo por você, ela queria que você ficasse forte, e não depender mais dela. Você tem que virar mãe um dia também. - Ela me abraçou, bem forte como se fossemos juntar em um só coração. Olhei para o céu cheia de nuvem.
 Mayuka: - Tudo bem, vou ficar aqui, para um dia me tornar igual ela.- Mariko-san só deu um sorriso e balançou a cabeça afirmando.

Mayuka: - Mariko-san, aposto que ela virou um anjo bem bonito, com asas bem grandes para me proteger de lá de cima. - Ela continuou sorrindo e me deu a mão, dizendo para irmos comer..."

Continuação- (quarta parte)

"... Ela terminou de conversar e olhou para mim com uma expressão seria.
  
 Mariko-san: - Mayuh-chan, como vou dizer isso para você? - Ela agachou e colocou a mão em minha cabeça, quando terminou de bagunçar o meu cabelo ela me puxou com uma leve força junto ao seu corpo me abraçando fortemente.
 Mayuka: - Mariko-san, pode falar, eu sou pequena, mas eu vou aguentar, prometo, prometo que não vou chorar, mas pode contar, aconteceu alguma coisa com a minha mãe? Ela foi parar no hospital?

Mariko-san me soltou, me olhou fixadamente e sorriu, ao mesmo tempo que brotou o sorriso no rosto gentil dela uma lágrima escorria fazendo com que as minhas ações se quebrassem. Fiquei um tempo parada colocando a mão no ombro dela, quando eu vi a lágrima escorrendo em seu rosto eu limpei delicadamente com a manga da minha blusa.

 Mariko-san: - Mayuh-chan promete que não vai chorar? - No momento em que ela me disse isso uma lágrima rebelde caiu em meu rosto, limpei rapidamente.
 Mariko-san debochou de mim dizendo

 Mariko-san: - Ai ai, já está chorando?  Sabe, a vida não é fácil e nem é como a gente quer, como eu queria que a sua mãe estivesse aqui para limpar a lagrima que corre em seu rosto. Mas parece que pegou fogo na casa dela.
 Mayuka: - Mariko-san, e o que aconteceu com ela?
 Mariko-san: - Olha, a sua mãe estava dentro da casa e não deu tempo dela sair e faleceu. -  Eu a interrompi dizendo.
 Mayuka: - O que é falecer?- Mais uma vez Mariko-san começou a chorar.
 Mariko-san: - Falecer? É ir para o céu, quando a gente morre, nos vamos para um lugar bonito, cheia de anjos. Eu aposto que sua mãe está feliz agora, lá no céu.

Comecei a chorar sem fim, entre soluços eu comecei a dizer.

Mayuka: - Mariko-san, então se eu morrer, posso ir visitar a mamãe? - Mariko-san fica assustada e ao mesmo tempo triste.
Mariko-san: - Mas você vai me deixar sozinha? - Ela chorava junto comigo.
Mayuka: - Não, eu queria que Mariko-san também viesse junto, porque ela não pode voltar pra cá, mas a gente pode ir para lá, eu queria ver, queria ver a minha mãe. - Chorando sem parar.
 Mariko-san: - Mas Mayuh-chan, sua mãe está torcendo por você, ela queria que você ficasse forte, e não depender mais dela. Você tem que virar mãe um dia também. - Ela me abraçou, bem forte como se fossemos juntar em um só coração. Olhei para o céu cheia de nuvem.
 Mayuka: - Tudo bem, vou ficar aqui, para um dia me tornar igual ela.- Mariko-san só deu um sorriso e balançou a cabeça afirmando.

Mayuka: - Mariko-san, aposto que ela virou um anjo bem bonito, com asas bem grandes para me proteger de lá de cima. - Ela continuou sorrindo e me deu a mão, dizendo para irmos comer..."

Continuação- (terceira parte)

"...Uma semana passou após minha festa, era no dia 27 de Novembro em um sabado, já era noite (Dessa noite eu nunca vou esquecer). Eu já estava quase dormindo, mas uma luz me incomodou e desci da beliche, peguei meu casaco e fui até cozinha, havia um bilhete na mesa dizendo.

Bilhete...

            Mayuka, eu estou indo embora porque o seu pai já achou o meu paradeiro, recebi a ligação no dia do seu aniversário dizendo que ele estava vindo atrás, eu não sei muito bem o porque dele saber o lugar aonde a gente fica tão rápido, como até hoje não adiantou ficar viajando pra cada vez mais longe, eu vou fingir que estou te levando comigo, e o seu pai desde o começo queria te levar pra o ganhador da aposta, então não se preocupe, a gente vai manter o contato, eu já falei com a dona da nossa casa e ela vai cuidar de você. Desculpa a mamãe tá!? Mas essa é a unica opção que nos resta, até o seu pai morrer.
          Jamais esqueça que eu te amo. Beijos, Mamãe.

Eu não entendi muito bem o bilhete, na verdade não entendia algumas palavras, eu não sabia o que fazer, minha mente ficou em branco, não conseguia pensar em mais nada, apenas na minha mãe. Pela primeira vez escorreu uma lágrima em meu rosto, uma lágrima gelada como um floco de neve que carregava nela todo o meu sentimento de tristeza em perder minha mãe por causa do meu pai.

 Eu convivi com a Mariko-san (a Dona da nossa casa) e com a filha mais velha dela Naomi muito bem durante esses 2 meses, ela cuidou de mim muito bem, mesmo assim sentia falta do abraço caloroso da minha mãe no natal, ainda não acreditava que não passei a chegada do ano novo com ela. Com o passar do tempo eu consegui esconder isso muito bem, Mariko-san me colocou na escola, eu já ia começar a estudar no próximo mês. Estava ansiosa, afinal iria conhecer pessoas novas, Iria entrar na primeira série, conhecendo várias pessoas da minha idade. Realmente estava muito contente.

 Após pouco tempo, estava sentada no quintal de casa, esperando o telefonema cotidiana da minha mãe, peguei o detergente e um canudo, comecei a brincar de fazer bolinhas de sabão, quando o telefone toca e eu atendi, achando que era a mamãe, para a minha decepção era um policial.

   Policial: - Alô, aqui é da policia, com quem eu falo?
   Mayuka: - É a Mayuka, ãh, gostaria de falar com a Mariko-san???
  Policial: - Aizawa Mayuka? Você é filha de Aizawa Teruko? - Quando ele perguntou isso, meu coração acelerou, tão forte. Mesmo assim tive força para responder.
  Mayuka: - Sim, por que?
  Policial: - Quantos anos você tem? A Mariko-san está? - Os meus olhos se encheram de lágrima e respondi com uma voz meio triste.
  Mayuka: - O que aconteceu, eu tenho 6 anos moço, mas por que sabe sobre minha mãe, ela não vai me ligar hoje? aconteceu alguma coisa com ela? Eu preciso saber, por.....favor.
  Policial: - Deixe eu falar com a pessoa responsável pela casa.
  Mayuka: - Tudo bem, vou chamar Mariko-san. Espera só um pouco.- Corri até a frente da casa e chamei Mariko-san. Ela virou e perguntou o que eu tinha, está com carinha de choro Mayuh-chan, eu falei que o policial estava esperando no telefone, e ela saiu disparadamente para atender.
 Quando ela estava conversando com o moço, ela fazia expressões nada boas, então uma lágrima escorreu em meu rosto dando impulso para o resto da água que tinha em meus olhos cair..."

26 de junho de 2011

Continuação- (segunda parte)

"...Estamos à um mês vivendo aqui, vivendo com medo do meu pai encontrar a gente, sempre a noite eu ouvia minha mãe chorar no quarto dela, de saudade dos parentes dela ou de medo, eu não a entendia muito bem, mas era agoniante para mim ver ela naquele estado, ainda mais no mês do meu aniversário, mas insistia em não chorar, queria ser forte o bastante para fazer ela não chorar mais, e dormia todo dia assim, ouvindo o choro silencioso da minha mãe.
O fato da minha mãe sempre sorrir na frente das pessoas, e quando ela ficava sozinha no quarto dela chorar, me comovia muito.
 Minha mãe estava organizando a minha festa de aniversário de 6 anos, como a cidade era pequena, a minha mãe chamou todo mundo...Estava sendo a melhor festa de todos, tava todos os coleguinhas da minha rua, todos os moradores, estava tudo indo bem, até que minha mãe recebe uma ligação no celular e começa a chorar.
Mayuka: - O que foi mamãe? Por que esta chorando desse jeito? - Estranhei a reação dela, normalmente ela chora no quarto. Ela agachou e me abraçou me dizendo.
Teruko: - Filha eu te amo tá! Jamais esqueça que eu a amo. - Quando ela me disse isso, fiquei com medo e a abracei bem forte, ela levantou e continuou curtindo a festa, um alivio veio a minha cabeça. Mas eu sabia que algo estava por vir..."

25 de junho de 2011

1º Capitulo - Começo- (primeira parte)

"Criança de 5 anos não lembram de nada...." Quem foi que disse isso???


Lembranças...


"Aizawa Mayuka, eu tinha 5 anos, estava prestes a fazer 6 justamente um mês depois, era na primavera, dia 20 de outubro, eu estava com a minha mãe (Aizawa Teruko), não me lembro onde estávamos indo, porem me lembro muito bem o porque da gente ter ido viajar novamente- pelo menos aquela viajem foi a ultima que tivemos-. Minha mãe e meu pai (Iwazaki Yuki) são separados há 3 anos, foi literalmente tudo minha culpa, em partes. Meu pai sempre chegava bêbado em casa, sempre que não dava certo em seu serviço, ia até o bar e bebia até cair, o problema não era esse, sempre que chegava em casa bêbado, sempre, batia na minha mãe -dessa parte não me lembro de muitos detalhes- eu ficava apenas chorando. Um dia meu pai chegou em casa, bêbado pra variar, só que ele se irritou com o meu choro e ameaçou a me apostar em poker...Minha mãe ficou assustada e quis o divorcio, e eles separaram finalmente. Como eles moravam na mesma cidade, era todo dia uma briga que saia quando se encontravam, como meu pai não havia mais nada pra apostar nos jogos dele, acabou me apostando para um dono de boate, e ele havia perdido... 
 O meu pai só avisou minha mãe quando eu já havia completado 5 anos, então ele foi atrás dela em todas as vezes que ela viajava para me proteger, por esse motivo, a gente tava naquele ônibus, frio e lotado.


E assim seguiu a viagem inteira de 40 minutos, que parecia durar mais do que 2 horas, até que uma mulher , aparentemente jovem de mais ou menos uns 24 anos levantar, ela me encarou, na verdade ela simplesmente me olhou, então eu a encarei sem querer, quando dei por mim eu timidamente abaixei a cabeça com vergonha, ela deu o lugar para uma senhora que estava em pé, a "viagem" era longa, ninguém desceu, parecendo que todos estávamos indo ao mesmo destino, depois de uns 15 minutos a tal mulher que me encarava puxou a corda para descer no próximo ponto. Eu estava novamente olhando inconscientemente, quando percebi que ela olhava também, imediatamente abaixei minha cabeça, mas dessa vez fiquei olhando de canto, ela ao perceber a minha reação deu um sorriso e colocou as mãos em minha cabeça bagunçando levemente o meu cabelo, de algum modo isso me confortou e logo meu medo sumiu, só por um instante.
 Logo após ela descer minha mãe levantou e puxou a corda para descermos também, enfim chegamos, a cidade de Nagato, que parecia mais um vilarejo de tão pequena era..."